08/07/2016

O FLAGELO DO DESEMPREGO

Luiz Marins

Não resisti a tentação de reenviar um texto escrito em se-tembro de 1995 para o então Fax Motivação & Sucesso, enviado aos nossos assinantes via fax. O texto é autoexplicativo e peço hoje a sua reflexão embora já se tenham passados 21 anos.

“Estou escrevendo este fax de Tóquio onde vim participar de um traba-lho na Universidade das Nações Unidas (United Nations University - UNU - da ONU). A discussão principal que estamos tendo é justamente a do grande flage-lo do final deste século: o desemprego. A Espanha tem hoje 25% de desempre-gados (um trabalhador desempregado em cada quatro). A Alemanha na virada do século terá 33% de desemprego (um trabalhador desempregado em cada três). A França vem enfrentando o mesmo problema. A nossa vizinha Argentina já está batendo nos 20% de desempregados! A discussão que estamos tendo é: O que fazer?

Várias propostas vêm sendo discutidas por estudiosos, sociólogos, antropólogos e consultores do mundo inteiro. Uma das mais interessantes é a que propõe “meio-período” para todos. Principalmente no primeiro mundo, a situação está e será tão grave que essa proposta diz que a única solução viável será a de diminuirmos drasticamente a jornada de trabalho junta-mente, é claro, com a diminuição dos salários proporcionalmente e com governos criando sistemas de compensação social para cobrir parte dos ganhos que serão eliminados de cada trabalhador. O argumento é que o problema social do desemprego será tão grave que não caberá mais a indivíduos senão a de participar da sua solução juntamente com governos.

Outra proposta, de mais fácil execução e que sem dúvida deveremos adotar em todo o mundo e principalmente no Brasil é a chamada “desoneração” do trabalho, ou seja, diminuirmos drasticamente os encargos fiscais das folhas de pagamento co-mo forma de incentivo ao emprego do maior número de pessoas. Essa redução, para ser possível, também terá que ser muito grande. E os empregadores (grandes, médias e pequenas empresas) terão grande incentivo para que contratem pessoas. Os governos, por sua vez, estão revendo e tentando reintroduzir uma teoria chamada de “neo-keynesiana” onde grandes contin-gentes de pessoas seriam contratadas temporariamente para realizar obras e serviços públicos, nem sempre essenciais, mas com o intuito principal de criar empregos e riqueza.

Nesta semana, gostaria que você, empresário ou executivo ou mesmo empregado brasileiro, pensasse em formas alter-nativas para combater esse flagelo do final do século. É preciso que todas as pessoas conscientes comecem a pensar, seriamen-te, em formas criativas e urgentes de geração de emprego, levando em consideração que a tecnologia irá desenvolver-se cada vez mais e a produtividade seguirá o mesmo ritmo de crescimento.
Pense nisso. Sucesso!”

O que me faz reproduzir este texto de 1995 é mostrar que o problema do desemprego continua sem solução no mundo contemporâneo e se não o enfrentarmos com inteligência e vontade e, principal-mente, com criatividade e sem medo de enfrentar privilégios estabelecidos e ideias que tem se mostrado ineficientes, esse flagelo continuará nos assolando.

Pense nisso. Sucesso!